quarta-feira, 5 de outubro de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
minha banda toca diferente
Helen Tweelvetrees, atriz | photo by Sam Hood |
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sábado, 14 de agosto de 2010
Quero a paz das cidades pequenas
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Herbstmond
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Sunday morning
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Prendimi l'anima
A minha é apenas minha, a jornada.
Mas somos anjos de uma asa só,
e só podemos voar de mãos dadas.
Não é por alimento que espera
a alma: é por aquele que traz
o pão e o leite à casa.
Te abri num sonho minhas mãos em água
e a pedra em forma de c.oração flutuava
"Ta'qui: minha alma ruiva"
e disse como quem desafia
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Tardes cariocas

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terça-feira, 23 de junho de 2009
A poltrona ao lado

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sexta-feira, 5 de junho de 2009
O prazer de interagir
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Auto-cura
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Poesia hasta infectar
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Let it go
(my free translation)
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
domingo, 15 de março de 2009
Feliz poesia, todo dia

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domingo, 8 de março de 2009
23 pares de cromossomos, mas um deles tinha que ser diferente...
photo by John Lund
Não, isso não é o preâmbulo para outro rosário a ser desfiado diante das humanas hoje, nesse dia decretado para nos lembrar que seria preciso um dia para sermos lembradas...
Nada disso poderia ser mais equivocado. Afinal, um dos pares de cromossomos teve que se diferenciar diante da vontade de grandeza do homo sapiens que, muito complexo, não podia mais ficar brincando de meiose e mitose para garantir a sobrevivência da espécie. Além disso, nós existimos de fato e na lembrança, todos os dias: impossível não notar a presença da mulher ou do feminino no mundo.
Desculpem meninas, e meninos, mas todo dia eu procuro fazer poesia: hoje eu só quero fazer justiça. Muita coisa aconteceu na história da humanidade que me faz entender porque a mulher – mesmo sendo em maior número que o homem (outra necessidade biológica) - virou politicamente uma minoria com direito a ganhar uma bolota no calendário. Bolota que, aliás, me lembra tiro ao alvo. E aí me lembro porque – poesias e rosas a parte – eu não me sinto muito a vontade com o Dia Internacional da Mulher.
Nessa data, no dia 8 de março de 1857, em Nova York, trabalhadores de uma fábrica, mais exatamente 129 mulheres trabalhadoras, fizeram uma greve para exigir a redução da carga horária de seu trabalho, que era então de 12 horas por dia. Era o tempo de um capitalismo recém-nascido, infantil - e de empregadores idem, que não satisfeitos em tirar da aristocracia seu poder, levaram junto sua vilania abençoada por Deus. E nesse tempo, o ato de empregados exigindo direitos era algo inaceitável, que devia ser severamente punido com, por exemplo, a polícia perseguindo as 129 mulheres, que recuaram para dentro da fábrica, e seus empregadores botando fogo na fábrica com todas elas dentro.
Hoje, no mundo inteiro, é oficialmente comemorado (?) o Dia da Mulher, nos lembrando dessa data triste e de outra tristeza: nos relembra a morte criminosa de mulheres lutando por direitos justos para qualquer sexo, e, principalmente, no avisa da intolerância insistente do ser humano, de todos os sexos. Na intenção de honrar a memória destas heroínas, pessoas corajosas que lutavam contra a injustiça, essa data acaba por ressaltar nossa capacidade de criar datas comemorativas para compensar a pequenice histórica de nossas almas, que, pior, é tão discutida e aceita seriamente como "natural". Natural é que todos possam ser igualmente felizes, e igualmente respeitados pela sua condição básica. De seres humanos? Não, de seres vivos. É a vida que nos faz dignos de respeito e amor.
Nesse mundo que persigo, não faz sentido que se comemore o dia de um tipo de alguém, pois seria tão nonsense como comemorar o dia de todos. Nesse mundo que eu quero viver, se as pessoas abrem a porta para mim, ou seguram minha mão para eu sair do carro, é porque é bom ser gentil com o outro, e não simplesmente porque eu tenho um par de cromossomos diferentes. O mundo no qual eu acredito é um mundo onde homens também recebem flores, pois eles também merecem ser amados, e seus feitos lembrados, e seus sacrifícios engrandecidos. O mundo que quero ajudar a construir é uma sociedade onde mulheres também sabem ser perfeitas cavalheiras. Um mundo onde não existam pedestais é um lugar onde as pessoas podem andar sobre o mesmo chão, compartilhar a mesma vida e valores, e melhor: onde não vão cair de lugar nenhum.
Afinal, nesse mundo nossas almas seriam tão maiores que calendários e intolerâncias, do que podes e não podes, que não haveria lugar para tanta gente num único pedestal: o planeta inteiro já estaria literalmente mais elevado. E no dia que o mundo for assim nós seremos tão mais livres - mulheres, homens e seres do sexo que bem quiserem – que esqueceremos de criar uma data comemorativa para fato tão feliz.
Quando esse dia chegar, nossa folhinha estará muito ocupada com as lembranças dos dias que já vivemos, e nós, completamente entretidos com cada sonho que queremos realizar em cada um dos dias que ainda nos resta em nossos calendários...
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
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domingo, 26 de outubro de 2008
Quero ouvir suas mãos me dizendo eu te amo
Quero ouvir suas mãos me dizendo eu te amo
não se espante comigo
eu sou assim
Quero ouvir suas mãos me dizendo eu te amo
quando eu sorrio e você olha pra mim
Quero ouví-las quando me toca
e como me toca bem
quero sentir elas dizendo
o quanto me quer também
Quero ouvir suas mãos afinadas
conversando com o violão
namorá-las atentamente
enquanto tecem uma nova canção
E quero ouvir suas mãos cantando
e espalhando por aí a toada
dos contos do seu coração
das cores da sua estrada
Quero ouvir suas mãos me contando
os seus sonhos,
os seus freios,
sua alma de ponta a ponta
quero ouví-las segredando
o que nem mesmo você
se dá conta
Das suas mãos eu quero ouvir tudo
nada precisam calar
nem um pensar mais escuro
ou um intento de desamar
Pouco importa o que elas digam
ou em que tempo
contanto que suas mãos me façam
ouvir você por dentro
Quando quiser me dizer eu te amo
e suas mãos estiverem cansadas
não tenha dúvidas nem pudores
Quando suas mãos não puderem falar
diga a elas que me mande flores
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domingo, 14 de setembro de 2008
Poema da chuva
As linhas dos seus dedos
são partitura
tocam na minha pele
o mesmo som de tessitura
da chuva que cai lá fora
e que me molha também
Não durmo tão bem
agora
que confessamos que sono bom
é movido a passarinhos
e ao barulho da chuva que cai
Meu corpo não abandono mais
na cama
sem você e tudo mais que você ama
A chuva lá fora me lembra
tanto pra te contar
das noites sem dormir que tive
que por não dormir não sonhava
que podia te encontrar
para então dormir em paz
finalmente
e novamente sonhar
contigo
e ao seu lado
comigo
E você
que nem dormido direito tem
por motivo outro
me fala rouco
um dorme bem
Não há boa noite tão perfeito
quanto esse sorriso bonito
que dorme no rosto contigo
e aquece o meu peito
Por isso essa alegria
de te entregar num poema
o que a coragem pequena
me calou um outro dia
quando a parede cor de aurora
marcou sua pele e em mim
aquela pergunta doce
que só te respondo agora:
sou sim
Sou mulher nessa alma de menina
sou menina nesse corpo se quiser
e sou totalmente sua
e só sua
mulher
Encerro a minha escritura
que lá fora já nasce o dia:
sempre que dormir sem você
quero te acordar
com poesia
p.s.: Boletim extraordinário, meterológico e literário:
a chuva ainda cai lá fora
persistente
e molha a vida
insistente
e rega a flor desse amor por você
que me brota e me faz renascer
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Precisão
a longa estrada de ventania
Foi preciso uma noite
para que um dia sem você
não tivesse música
nem alegria
Foi preciso inspiração
para a primeira vez
saber que já era hora
Foi preciso sabedoria
para te ver e te querer
e deixá-lo ir embora
Pra ser feliz é preciso pouco,
de uns olhos verde mel,
dos seus cabelos sem gel
e seu sorriso
E para que no final
esses versos vertam em vida nova
o que hoje é só poesia
preciso de um violão
um canto no seu coração
e você, quando der, todo dia.
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