terça-feira, 28 de julho de 2009

Tardes cariocas


















fim de tarde em Ipanema, photo by Fabiana Motroni

Pois quis a vida
que minha vida
desse uma pausa

umas férias
por justa causa

nesse momento
meu escrever
minha verdade
se submete
à esta cidade

à contemplação
da beleza
da tristeza
da realidade

e me recolho
à função outra
de um poeta
a de catar lirismos
que o mar espalha na areia
e que a brisa traz
pela janela aberta

de aguardar
o que um pôr de sol
em ipanema
pode me fecundar
em poema

o brilho da água
o fogo da areia
a ventania

a alma que
ferve
na noite
e flana
no dia

dessa musa
maldita
naiade
cosmopolita
linha e curva
absurda
mente
bonita
silenciosa
sinfonia

cidade
que nasceu
poesia


9 leitores extasiados...:

Carla Vergara disse...

Lindo, Fabiana. Ontem vivi este por do sol maravilhoso. Bjs e, se estás em solo carioca, gostaria que viesse para um café em casa.

Blog do Mensageiro disse...

Clap, clap, clap, clap!!! Ficaste 2 meses sem postar, e quando o fizeste foi como um tsunami de palavras e imagens que engoliu a tela... bjs!!

Emerson Souza disse...

A-d-o-r-e-i
Bjus.

Orazal Catanduva disse...

Muito bom seus textos, gostei demais. Também estou começando um blog com algumas coisas que escrevo, quando puder dá uma passada por lá (www.sonetosmodernos.blogspot.com). Ahhh e já to te seguindo. Abraços!

mlbelem disse...

...presente de aniversário...muito bom. acho q a gente acaba gastando o estoque de palavras todo no twitter...e fica um tempo sem postar.
sua poesia é lancianate. bj

Kyria disse...

Lindo poema Fabiana, posso levar este símbolo ( com os créditos), para a coluna da direita do meu blog?
Parabéns pelas palavras, bjs

Fabio Rocha disse...

cidade tarde
que na manhã dorme
e de noite arde

cidade minha
de Vinícius
poetinha

cidade
que já nasceu
poesia

L.M. (leão) disse...

Olá
é bom saber que a poder da prosa direta
não sufocou a pena da palavra poética.
Ando lendo mtos blogs cujo discurso se resume a a ser direto p/ livrar nos das metáforas. Honestamente, estou feliz ter os pulmoes presos a essas maravilhas.

Parabens!
ps. O rio é lindo, não o posso ver todo dia, mas encontro fontes intermitentes de beleza por onde vivo.

ACADEMIA MACHADENSE DE LETRAS disse...

Câncer!

Ali está ele!
Quieto e devorador,
Escondido em seu D.N.A.
Destrói, neutraliza
Aniquila tudo em volta

Em tudo ele corre:
Em cada ponto, em cada vírgula,
Sem reticências.

Ousa roubar-lhe
O resquício que lhe resta de vida:
O vazio, o zero, o nada absoluto!

Ele se aloja em um repúdio
Sinônimo de antônimo feliz.
... A cada instante a vida se esgota.

Tu enxergarás na escuridão benigna,
Porém, ele, em clareza, no Tártaro.
Sofrerá calado, extirpado,
Em trevas malignas

*Agamenon Troyan

Blog Action Day 2009

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